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29 de junho de 2009

Mil quilômetros de solidão- por Jonas Reis

treinando na ladeira do Porto de Tubarão

No dia 1º de janeiro de 2008 eu voltava de carro com a Glória, do Rio de Janeiro para Vitória, depois de passar o Réveillon em Copacabana. Preocupado com a estrada, achei que já fosse “furar” a promessa de Ano Novo: começar a treinar no primeiro dia do ano e correr 1.000 quilômetros até 31 de dezembro.

Corredores experientes vão achar pouco, mas para mim era uma meta considerável.

Aos 54 anos, dei os primeiros passos nas corridas em 2007, incentivado por um casal de amigos corredores, Mônica e Leandro. Na primeira tentativa, no mês de março, cansei na marca de 400 metros, mas no segundo semestre, quando completaria 55, já havia tornado natural um treino de 5.200m, que é o percurso de ida e volta na ciclovia da orla mais próxima de minha casa. Naquele período, ganhei a primeira medalha participando da prova de 5 KM da OAB. Corri também os 10 KM da Unimed e os 10 KM da Fila. Na minha primeira Dez Milhas Garoto, entre Vitória e Vila Velha, levei uma queda e fiquei na metade da prova, logo depois de atravessar a ponte ligando a ilha ao continente.

Para atingir o objetivo traçado para 2008 era fundamental começar no primeiro dia, pelo aspecto psicológico da coisa. Assim, cheguei à noite em casa, depois de sete horas na estrada, e parti sozinho para os meus 5.200m.

Naquele treino me ocorreu que a imagem mais deslumbrante de uma maratona é a solidão dos competidores. Olhos ansiosos varando a distância, coração e mente pulsando forte, quem sabe que infinitos atravessando o pensamento! Embora treinos e provas ofereçam a oportunidade de compartilhar com outros os prazeres da atividade, o avançar solitário, mesmo em meio a milhares de corredores, exerce atração irresistível. Enquanto os quilômetros se sucedem, repassam-se os sonhos e vira-se a vida do avesso, revendo atitudes e construindo novas possibilidades.

Corri sozinho 99% dos treinos e provas em 2008. Após completar uma a uma as principais provas de Vitória, encarei de novo as Dez Milhas e a medalha veio com gosto de troféu. Em outubro, animado grupo de corredores de uma academia local encontrou espaço para mim em sua excursão e pude correr a Meia Maratona do Rio, algo impensável alguns meses atrás. Depois, sem perder o ritmo, fui sozinho correr em Belo Horizonte os 18 KM da Volta da Pampulha, outra das provas mais bonitas do país.

São Silvestre, assim, era quase uma obrigação, até para encerrar entre 20 mil corredores o ano iniciado com um solitário, curto e tímido treino na noite de Vitória.

No dia 31 de dezembro, desci com cautela as ladeiras do percurso e vivi a indescritível emoção de vencer a subida da Brigadeiro. Atravessei o pórtico da Chegada e agradeci a Deus, única companhia de tantos caminhos pisados. Somava, ali, 1.028 KM de treinos e provas em 2008.

As reflexões feitas na solidão das distâncias percorridas me tornaram mais tolerante. O exercício empreendido me fez mais saudável. Correr, enfim, me fez uma pessoa mais feliz. Ao fazer essas constatações soube, então, que 2008 foi apenas um começo.

Um comentário:

CV renata Bomfim disse...

Olá Jonas, um belo relato, poético e revelador... mostra como você fez o propoósito de correr e conseguiu alcançar a sua meta, parabéns!