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2 de janeiro de 2009

Latinha e rifa por um sonho...

Reportagem publicada no Jornal A Tribuna/ 30/12/2008

"Para correr a São Silvestre, Luzia dos Santos, a Xuxa capixaba, catou alumínio na rua e conseguiu viajar".



Para disputar a Corrida Internacionalde São Silvestre pela 15ª vez consecutiva vale qualquer sacrifício. No caso da capixaba Luzia dos Santos, 46 anos, valeu catar latinhas de alumínio durante todo o ano, vender rifas e pedir ajuda a amigos para juntar os R$ 80,00 de inscrição e ainda os R$ 350,00 do ônibus que saiu ontem à tarde de Vitória, com outros 54 corredores, rumo a São Paulo (SP), local da disputa de amanhã.
Mas a Xuxa capixaba garante que, assim que é dada a largada, esquece todas as pedras do caminho e se sente uma gigante em meio aos cerca de 20 mil que correm os 15 km de prova na capital paulista. “Eu vou sem dinheiro até para o almoço. Catei latinhas o ano todo e só consegui R$ 50,00 na hora de vendê-las. Vendi rifas de R$ 2,00 também e contei com a ajuda de muitos amigos para pagar a inscrição e o ônibus.
Apesar de tudo, não me arrependo de nada do que fiz”, lembrou Xuxa, garantindo que nenhuma dificuldade a desmotivou: “Mesmo com todas as dificuldades que enfrento para chegar a São Paulo, quando a largada é da- da, esqueço tudo e mando brasa. No ano passado, terminei em 12º lugar na categoria 40/45 anos e, este ano, na 45/49, quero terminar ainda melhor”, afirmou Xuxa.

TREINO
Costureira das 7 horas às 18 horas, de segunda a sábado, Xuxa só consegue treinar após o expediente. É quando dispara pelas
ruas de Vitória sonhando cada vez mais alto: “Eu trabalho muito e, por isso, não consigo treinar tanto quanto as veteranas dos outros estados. Mas se eu conseguir escapar logo do povão, que sempre atrasa quem corre pra valer nos primeiros 10 minutos, acho que consigo
terminar a São Silvestre em 1h17 e ficar entre as primeiras da minha categoria”.
Xuxa até já sabe o que vai escutar quando chegar em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero, na avenida Paulista, no último quilômetro da prova: “Graças a Deus todo mundo
me conhece. Quando apareço, já gritam: ‘Lá vem a Xuxa capixaba, o bombom mais gostoso de
Vitória!' É este apoio que não me deixa abandonar as corridas. Quando não corro, até choro!”,contou a corredora, que se apóia principalmente no filho Bruno, de 18 anos: “Ele é meu maior incentivador”.


ALEGRIA NA RUA, TRISTEZA NA FEDERAÇÃO

O interior de Minas Gerais ela conhece praticamente todo, sempre correndo. É assim também
no Rio de Janeiro e em São Paulo, além do Espírito Santo, é claro. A alegria da capixaba Xuxa
é correr.“Tenho 46 anos e corro desde os 18. Já fui imbatível por seis anos seguidos aqui no Estado e só parei quando engravidei e tive o meu filho Bruno”, contou a atleta, que ontem de manhã, horas antes de viajar para São Paulo – onde disputa, amanhã, a São Silvestre –, encarou um treino de 12km na maior disposição. Xuxa defende com convicção o esporte como ferramenta de inclusão social.
“Já falei até para o meu filho, que já correu antes e deve voltar agora. Para quem é carente, o esporte é um bom caminho de inclusão.”
A atleta só fecha a cara quando lembra que, enquanto o ônibus dela partiu ontem lotado para São Paulo, e a um custo de R$ 350,00 por pessoa, um dia antes a Federação de Atletismo mandou em uma van, com espaço para 16 pessoas, apenas três atletas.

RECLAMAÇÃO

Por sinal, reclamar da entidade não é privilégio de Xuxa. A corredora Eliana dos Santos João, 30 anos, protesta por não ter sido indicada pela Federação para correr na categoria elite da São Silvestre. A vaga ficou com Márcia Casagrande. “Pelo segundo ano seguido, eu sou a campeã estadual da temporada e eles não me mandam para a elite. No ano passado, ainda consegui correr no meio do povão. Este ano, nem isso, já que não fiz minha inscrição”, reclamou Eliana, que esperava ser inscrita pela entidade: “Eu liguei para a Federação e me deram a certeza de que eu era a campeã. Por isso, aguardei pela minha indicação para participar da São Silvestre deste ano, mas isto não aconteceu. Atéme chamaram para ir na van da entidade e correr outra prova no interior de São Paulo, mas o que me interessava era a prova de quarta-feira (amanhã)”.
Na Federação de Atletismo, ninguém foi encontrado ontem para falar sobre o assunto.

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